sexta-feira, 1 de março de 2013

NOVA TERRA I



Nestes dias e nesta era, está ocorrendo uma transição na Terra. Está despontando uma nova consciência, que tomará forma mais cedo ou mais tarde. Como essa transição acontecerá exatamente, que forma ela tomará, não está determinado. O futuro é sempre indeterminado. A única coisa que é realmente revelada é este momento: o Agora. Da fonte do Agora estão brotando incontáveis caminhos possíveis e uma rede infinita de futuros possíveis. 

Baseando-nos no passado, podemos predizer que um determinado futuro é mais provável que outro, mas a escolha é sempre de vocês. São vocês que decidem se permitem que o passado determine o seu futuro! As predições estão sempre baseadas em probabilidades. As probabilidades estão relacionadas com o passado. No poder que você possui como ser humano, está a possibilidade de romper com o passado, para estabelecer um caminho diferente. Você é dotado de livre-arbítrio. Você tem o poder de transformar, de recriar a si mesmo. Neste poder reside a sua divindade. É o poder de criar do nada (criar ex nihilo). Este poder divino pertence à verdadeira essência de quem você é. 

Ao falar destes dias e era como uma época de transição, nunca se esqueça que você é o mestre da sua própria realidade. Não existe algo como um Plano predestinado ou um Poder Cósmico, ao qual o seu caminho de alma individual ou seu poder individual para criar sua própria realidade estejam sujeitos. Isso não funciona assim. Cada alma sobre a Terra vivenciará esta transição de um modo que se ajuste às suas predisposições internas. Há muitas realidades. A realidade que você escolher vai responder às suas necessidades internas e aos seus desejos. 

O que faz com que este período (1950 a 2070, aproximadamente) seja especial, é que há dois tipos de ciclos diferentes de consciência chegando ao fim: um ciclo pessoal (ou um conjunto de ciclos pessoais) e um ciclo planetário. O término desses ciclos coincide, de modo que um reforça o outro. Para uma parte da humanidade, o fim de seu ciclo pessoal de vidas na Terra está perto. A maioria das almas envolvidas nessa finalização é de Trabalhadores da Luz. Falaremos com muito mais detalhes a respeito deste grupo de almas Trabalhadoras da Luz. (Ver Trabalhadores da Luz I, II e III). Aqui, nós gostaríamos de explicar a natureza deste ciclo pessoal: o que significa passar por ele e qual o objetivo de viver todas estas vidas – bastante complicadas – sobre a Terra. 

O CICLO CÁRMICO PESSOAL 

As vidas terrestres que você vivencia fazem parte de um ciclo maior da sua alma. Este ciclo foi estabelecido para lhe permitir experimentar completamente a dualidade. Dentro deste ciclo, você experimentou como é ser homem, ser mulher, ser saudável, ser doente, ser rico ou pobre, ser “bom” e “mau”. Em algumas vidas, você esteve intensamente envolvido com o mundo material, sendo, por exemplo, um fazendeiro, um trabalhador braçal ou um artesão. E houve outras vidas mais espiritualmente orientadas, onde você levou dentro de si uma forte conscientização da sua origem espiritual. Nessas vidas, muitas vezes você foi atraído pelos chamados da religião. Também houve vidas nas quais você explorou o domínio mundano do poder, da política, etc.. E pode ter havido vidas dedicadas à sua expressão artística. 

Freqüentemente, as almas tendem a se especializar um pouco, ao longo de todas essas vidas. Isto pode ser claramente reconhecido em pessoas que possuem um dom natural em uma área determinada. Desde criança, parece que elas têm um potencial nessa área, o qual só precisa ser contatado no momento oportuno, para depois se desenvolver facilmente. 
As almas dos Trabalhadores da Luz muito freqüentemente são atraídas para vidas religiosas, tendo vivido numerosas vidas como monges, freiras, sacerdotes, xamãs, bruxas, espiritualistas, etc. Elas foram levadas a ser intermediárias entre os mundos material, físico, e os reinos espirituais. E assim elas desenvolveram uma “habilidade” nestes campos. Se você sente este chamado, este forte impulso para envolver-se com a espiritualidade, mesmo que isso não se ajuste à sua vida diária normal, isto pode ser um sinal de que você faz parte desta família de Trabalhadores da Luz. 

Viver na Terra lhe dá uma oportunidade de experimentar inteiramente como é ser um humano. Agora, você poderia perguntar: o que há de tão especial em ser um humano? Por que eu quereria experienciar isso? 

A experiência humana é tão variada quanto intensa. Quando você vive uma vida humana, está temporariamente imerso em um irresistível campo de sensações físicas, pensamentos e sentimentos. Devido à dualidade inerente a este campo, há grande contraste e intensidade em suas experiências – muito maiores do que quando você está nos planos astrais, como vocês o chamam. (Estes são os planos nos quais vocês entram depois que morrem e onde permanecem entre uma e outra vida). Deve ser difícil para você imaginar isto, mas muitas entidades do nosso lado adorariam estar no seu lugar. Elas adorariam ser um humano, ganhar experiência humana. A experiência humana possui um tipo de realidade cujo valor é inestimável para elas. Embora elas possam criar incontáveis realidades com o poder da sua imaginação, isto lhes dá menos satisfação que a criação de uma realidade “real” na Terra. 

Na Terra, o processo de criação freqüentemente é uma luta. Você geralmente encontra muita resistência para realizar os seus sonhos. O tipo de criação mental no mundo astral é muito mais fácil. Não existe um intervalo de tempo entre pensar em algo e a criação real disso. Além disso, você pode criar qualquer realidade que quiser ou na qual puder pensar. Não há limites. No momento em que você imagina um lindo jardim, ele já está aí para que você entre nele. 
Fazer nascer uma idéia na Terra e torná-la realidade no mundo material é um grande esforço. Exige uma forte intenção, perseverança, clareza mental e um coração confiante. Na Terra, você tem que lidar com a lentidão e a obstinação do mundo material. Você tem que lidar com seus próprios impulsos contraditórios, com as dúvidas, o desespero, a falta de conhecimento, a perda da confiança, etc. O processo de criação pode ser obstruído ou até falhar por causa de qualquer um destes elementos. No entanto, são estes problemas potenciais, e até mesmo os fracassos, que fazem com que a experiência de vida terrestre seja tão valiosa. Neste processo, os desafios que você encontra são seus maiores mestres. Eles dão à sua experiência terrestre uma dimensão tal, que a faz muito mais profunda e ampla que o fácil processo de criação nos planos astrais. Esta facilidade gera falta de motivação. (Voltaremos a este tema mais abaixo). As entidades astrais, que ainda não experimentaram vidas sobre a Terra, sabem e entendem isto. 

Muitas vezes você se desanima, se desespera, devido à natureza não condescendente da sua realidade. Muito freqüentemente, a realidade não corresponde aos seus desejos e esperanças. Muito freqüentemente, seus propósitos criativos parecem acabar em dor e desilusão. Entretanto, você vai encontrar a chave para a paz e a felicidade em algum ponto do seu caminho. Você a encontrará dentro do seu próprio coração. E quando isso acontecer, a alegria que lhe advirá não será comparável a nada do que é criado nos planos astrais. Será o nascimento da sua maestria, da sua divindade. 

O êxtase que você experimentará, quando sua divindade despertar, lhe proporcionará o poder de curar a si mesmo. Este amor divino vai ajudá-lo a se recuperar das dores profundas que você sofreu, ao longo das suas vidas na Terra. Depois disto, você será capaz de ajudar a curar outros que passaram pelas mesmas provas e dificuldades. Você reconhecerá a dor deles – você poderá vê-la nos olhos deles. E será capaz de guiá-los em seu caminho para a divindade. 

O PROPÓSITO DE PASSAR PELA DUALIDADE 

Por favor, não subestimem o significado de suas vidas na Terra. Vocês pertencem à parte mais criativa, avançada e corajosa de Deus (Tudo o Que É). Vocês são exploradores do desconhecido e criadores do novo. Suas explorações através do reino da dualidade têm servido a um propósito que está além da sua imaginação. É difícil explicar-lhes o profundo significado de suas jornadas, mas podemos lhes dizer que vocês criaram um novo tipo de consciência, uma consciência que não existia anteriormente. Esta consciência foi manifestada, pela primeira vez, por Cristo, quando esteve na Terra. Esta consciência, que chamaremos Crística, resulta de uma alquimia espiritual. Alquimia física é a arte de transformar chumbo em ouro. Alquimia espiritual é a arte de transformar energia escura na “terceira energia”, o ouro espiritual presente na energia Crística. 

Por favor, reparem que não estamos dizendo que o propósito é transformar escuridão em luz, ou mal em bem. Escuridão e luz, mal e bem são opostos naturais; um existe graças ao outro. A verdadeira alquimia espiritual introduz uma “terceira energia”, um tipo de consciência que abrange ambas as polaridades através das energias de amor e compreensão. O verdadeiro propósito da sua jornada não é fazer com que a Luz conquiste a Escuridão, mas ir além destes opostos e criar um novo tipo de consciência, que possa manter a unidade, tanto diante da luz como diante da escuridão. 
Explicaremos este ponto bastante difícil por meio de uma metáfora. 

Imaginem que vocês são mergulhadores em busca de uma pérola nas profundezas do mar. Vocês mergulham repetidas vezes no oceano, em busca dessa pérola única, da qual todo mundo fala, mas que nunca ninguém realmente viu. Há rumores de que mesmo Deus, o Mergulhador Principal, nunca tocou tal pérola. 

Mergulhar no oceano é perigoso, uma vez que vocês podem perder-se ou afundar tanto, que não consigam mais respirar. Ainda assim, vocês persistem e continuam mergulhando neste oceano, porque estão determinados e inspirados. Vocês estão loucos? Não, vocês são exploradores do novo. 

O segredo é o seguinte: no processo de procurar a pérola, vocês estão criando-a. A pérola é o ouro espiritual da consciência Crística. A pérola são vocês, transformados pela experiência da dualidade. O que temos aqui é um verdadeiro paradoxo: ao explorar o Novo, vocês estão criando-o. Vocês se tornaram a pérola da criação de Deus. Deus não tinha outro jeito de fazer isto, porque o que vocês deveriam encontrar ainda não existia: tinha que ser criado por vocês. Por que estaria Deus tão interessado em criar algo novo? Permitam-nos expor isto da maneira mais simples possível. Primeiro, Deus era inteiramente BOM. Havia bondade em todo lugar e em toda a volta. Na realidade, como não havia nada além disso, as coisas eram meio estáticas. Sua criação carecia de vivacidade, carecia da possibilidade de crescimento e expansão. Poder-se-ia dizer que estava emperrada. 

Para criar mudança, para criar uma oportunidade de movimento e expansão, Deus teve que introduzir um Elemento em sua criação que fosse diferente da Bondade que permeava tudo. Isto foi muito difícil para Deus, pois como você pode criar algo que não é você? Como pode a Bondade criar Maldade? Não pode. Então, Deus teve que usar um truque, por assim dizer. Este truque se chama IGNORÂNCIA. 

A ignorância é o elemento que se opõe à Bondade. Ela cria a ilusão de se estar fora da Bondade, de se estar separado de Deus. “Não saber quem você é” é o incentivo por trás da mudança, crescimento e expansão em seu universo. A ignorância gera o medo; o medo gera a necessidade de controlar; a necessidade de controlar gera a luta pelo poder: E, assim, vocês têm todas as condições para que o “Mal” prospere. E está montado o cenário para a batalha entre o Bem e o Mal. Deus precisou da dinâmica dos opostos para “desemperrar” sua criação. Para vocês, pode ser muito difícil compreender isto, diante de todo o sofrimento causado pela ignorância e pelo medo, mas Deus deu grande valor a estas energias, pois elas Lhe proporcionaram um modo de ir além de Si Mesmo. 

Deus pediu a vocês, que pertencem à parte mais criativa, avançada e corajosa Dele Mesmo, que tomassem o véu da Ignorância. Com o objetivo de experimentarem a dinâmica dos opostos da maneira mais completa possível, vocês foram temporariamente mergulhados no esquecimento da sua verdadeira natureza. Vocês consentiram em dar este salto para a ignorância, mas este fato também foi coberto pelo véu do esquecimento. Por isso agora vocês freqüentemente amaldiçoam Deus por estarem nessa situação de sofrimento e ignorância – e nós os entendemos. No entanto, em essência, vocês são Deus, Deus é vocês. 

Apesar de todos os problemas e pesares, no âmago de vocês ainda existe um sentimento de maravilha e entusiasmo por viverem na dualidade, por experienciarem e criarem o Novo. Isto 
é o entusiasmo original de Deus, a razão pela que Ele/Ela começou esta viagem através de vocês em primeiro lugar. 
Quando vocês começaram sua jornada, enfrentaram o Mal (medo, ignorância) com apenas uma vaga lembrança do Bem (Lar) em suas mentes. Começaram a batalhar contra o medo e a ignorância, enquanto tinham saudades do Lar. Entretanto, vocês não retornarão ao Lar, no sentido de retornar a um estado no seu passado, pois a criação modificou-se por causa de suas jornadas. 

O final de sua jornada será quando vocês tiverem se tornando maior do que o bem e o mal, a luz e a escuridão. Vocês terão criado uma terceira energia, a energia Crística, que abrange e transcende ambas. Vocês terão expandido a criação de Deus. Serão a Nova Criação de Deus. Deus terá ido além de Si Mesmo, quando a consciência Crística tiver nascido completamente sobre a Terra. 

A consciência Crística não existia antes da “experiência humana”. A consciência Crística é a consciência daquele que viveu a multifacetada experiência da dualidade, chegou ao fim dela, e emergiu “do outro lado”. Este será o habitante da Nova Terra. Ele terá se desapegado da dualidade. Ele terá reconhecido e abraçado sua própria divindade. Ele terá se tornado um com seu Ser divino. Mas seu Ser divino será diferente de antes; será mais profundo e mais rico do que a consciência da qual ele nasceu. Ou poderíamos dizer: Deus terá enriquecido a SI MESMO, ao viajar através da experiência da dualidade. 

Esta história está simplificada e distorcida, como tudo que falamos é distorcido pela ilusão do tempo e da separação. Estas ilusões serviram a um valioso propósito, mas chegou o tempo de superá-las. Por favor, tentem sentir a energia por trás das nossas palavras, histórias e metáforas. Num certo sentido, esta energia é a de vocês mesmos. É a energia de seus futuros Seres Crísticos, que está falando através de mim, Jeshua. Estamos esperando que venham juntar-se nós. 

COMO SUPERAR A DUALIDADE (A CONCLUSÃO DO CICLO CÁRMICO) 

Seu ciclo terrestre de vidas finaliza quando o Jogo da dualidade já não tem mais poder sobre vocês. É essencial para o Jogo da dualidade, que vocês se identifiquem com uma posição particular no campo das polaridades. Por exemplo, vocês se identificam com a condição de pobre ou rico, famoso ou humilde, marido ou esposa, herói ou vilão. Na realidade, não importa muito que parte vocês estão jogando. Enquanto vocês se sentirem um com o ator da cena, a dualidade ainda tem um forte domínio sobre vocês. 

Isto não está errado, é claro. Num certo sentido, a intenção era que fosse assim mesmo. Vocês deviam se esquecer do seu verdadeiro ser. Para experimentarem todos os aspectos da dualidade, vocês deviam reduzir sua consciência a um papel particular no Drama da vida na Terra. E vocês jogaram bem. Ficaram tão envolvidos com seus papéis, que esqueceram completamente da intenção e propósito de passarem por este ciclo de vidas para começar. Vocês se esqueceram tão completamente de si mesmos, que passaram a encarar os jogos e dramas da dualidade como a única realidade existente. No final, isso os tornou muito solitários e cheios de medo. O que não é de se surpreender, já que o próprio jogo da dualidade – como vimos na seção anterior – baseia-se nos elementos da ignorância e do medo. 
Para que compreendam o funcionamento da dualidade na sua vida cotidiana, gostaríamos de mencionar algumas características típicas do jogo da dualidade. 

CARACTERÍSTICAS DO JOGO DA DUALIDADE 

1) Sua vida emocional é essencialmente instável. 
Não existe uma âncora emocional, já que vocês estão sempre no lado de “cima” ou de “baixo” de um determinado humor. Estão zangados ou indulgentes, intolerantes ou generosos, deprimidos ou entusiasmados, felizes ou tristes. Suas emoções flutuam permanentemente entre os extremos. Vocês parecem ter somente um limitado controle sobre estas flutuações. 

2) Vocês estão intensamente envolvidos com o mundo exterior. 
É muito importante para vocês como as outras pessoas os julgam. Sua auto-estima depende do que o mundo exterior (sociedade ou entes queridos) pensa a respeito de quem vocês são. Vocês estão tentando viver de acordo com os padrões de certo ou errado do mundo exterior. Vocês estão se esforçando ao máximo. 

3) Vocês têm uma forte opinião sobre o que é bom e o que é ruim. 
Ser julgador lhes dá um sentimento de segurança. A vida fica muito bem organizada, quando se dividem as ações, pensamentos ou pessoas em certo ou errado. 

O que todas estas características têm em comum é que, em tudo que vocês fazem ou sentem, vocês não estão realmente presentes. Sua consciência permanece nas camadas externas do seu ser, onde ela é dirigida por padrões de pensamento e comportamento orientados pelo medo. Deixem-nos dar um exemplo outra vez. Se você está acostumado a ser gentil e agradável o tempo todo, você está exibindo um padrão de comportamento que não brota do seu ser interior. Na realidade, você está suprimindo sinais da sua parte mais interna. Está tentando viver de acordo com as expectativas de outros, a fim de não perder o seu amor, admiração ou cuidado. Você está reagindo a partir do medo. Está limitando a sua própria expressão. No entanto, aquela parte de você que não está sendo expressada viverá uma vida própria, escondida, criando insatisfação e cansaço em seu ser. Poderá haver raiva e irritação presentes na alegria, das quais ninguém estará consciente, nem sequer você! 

O modo de sair deste estado de auto-negação é fazer contato com as partes suprimidas e escondidas dentro de você. Não é difícil entrar em contato com essas suas partes, pois isso não requer habilidades nem conhecimentos específicos. Não transforme o “ir para dentro de si” num processo difícil, que outros tenham que ensinar-lhe ou fazer por você. Você pode fazê-lo sozinho e encontrará sua própria forma de fazer isso. Motivação e intenção são muito 
mais importantes do que “habilidades” e “métodos”. Se você realmente tiver a intenção de conhecer a si mesmo, se estiver decidido a ir fundo dentro de si mesmo e mudar as emoções e pensamentos de medo que bloqueiam seu caminho para uma vida plena e feliz, você o conseguirá, seja qual for o método usado. 
Tendo dito isto, gostaríamos de oferecer-lhe uma simples visualização simbólica que pode ajudá-lo a conseguir entrar em contato com suas emoções. 

Relaxe os músculos dos seus ombros e pescoço, durante alguns minutos. Sente-se ereto e apóie seus pés firmemente no chão. Respire profundamente. 

Imagine-se caminhando por uma estrada rural, sob um céu azul e completamente limpo. Você ouve os sons da natureza, trazendo-os para dentro de si, e sente o vento nos seus cabelos. Você está livre e feliz. 
De repente, você vê que, lá adiante, várias crianças vêm correndo pela estrada em sua direção. Elas estão chegando mais perto de você. Como o seu coração reage a esta visão? 

Agora as crianças estão na sua frente. Quantas são? Como são essas crianças? São meninos, meninas, ou ambos? 
Você diz olá a todos eles. Diga-lhes como você está feliz de encontrá-los. 

E então, você faz contato com uma dessas crianças em particular. Ela está olhando-o nos olhos. Ela tem uma mensagem para você. A mensagem está escrita nos olhos dessa criança. Você pode lê-la? O que ela quer dizer a você? Ela está lhe trazendo uma energia que você necessita neste momento. De um nome à energia que esta criança interior veio trazer-lhe e não a julgue. Simplesmente agradeça-lhe e então libere a imagem. Sinta a terra firmemente sob seus pés outra vez e respire profundamente por um instante. 

Você acaba de se conectar com uma parte escondida de você mesmo. 
Você pode retornar a esta cena todas as vezes que quiser e, talvez, falar com as outras crianças também. 
Ao ir para dentro de si e estabelecer contato com as partes escondidas e suprimidas de si mesmo, você está se tornando mais presente. Sua consciência está se elevando acima dos padrões de pensamento e comportamento motivados pelo medo, nos quais você confiou durante tanto tempo. Ela está assumindo a responsabilidade por si mesma, cuidando das mágoas, irritações e feridas internas, como um pai cuida dos seus filhos. Descreveremos este processo com muito mais detalhes em outro momento. (“Veja Trabalhadores da Luz III”) 

CARACTERÍSTICAS DA LIBERAÇÃO DA DUALIDADE 

1) Escutar a linguagem da alma, que fala através das emoções. 
2) Atuar apoiando-se nesta linguagem e criar as mudanças que a alma deseja realizar. 
3) Valorizar o tempo em que estão completamente sozinhos, já que só em silencio é possível ouvir os sussurros da alma. 
4) Questionar a autoridade dos “padrões de pensamento” ou “regras de comportamento” que bloqueiam a livre expressão da verdadeira inspiração e aspiração. 

O PONTO DECISIVO PARA SE ABANDONAR A DUALIDADE 

Seu ciclo de vidas na Terra chega ao fim, quando sua consciência é capaz de sustentar todas as experiências da dualidade em suas mãos, enquanto você permanece centrado e completamente presente. Enquanto você se identifica mais com um aspecto da dualidade que com outro (com luz como oposto à escuridão, com rico como oposto a pobre, etc., etc.), sua consciência está em uma gangorra. O carma nada mais é que o harmonizador natural da gangorra na qual se encontra sua consciência. Você libera suas amarras do ciclo cármico, quando sua consciência encontra seu ponto de ancoragem no centro imóvel da gangorra. Este centro é o ponto de saída do ciclo cármico. Os sentimentos predominantes neste centro são tranqüilidade, compaixão e total alegria. Os filósofos gregos tiveram premonições deste estado ao qual chamaram “ataraxia”: imperturbabilidade. 

Julgamento e medo são as energias que mais o tiram deste centro. À medida que você libera mais e mais estas energias, torna-se mais sereno e aberto por dentro. Realmente entra em outro mundo, em outro plano de consciência. E isto se manifesta em seu mundo externo. Estamos num tempo de mudança e de dizer adeus a aspectos de sua vida que já não refletem mais VOCÊ. Grandes cataclismos podem ocorrer nas áreas de relações e trabalho. Muito provavelmente, toda sua forma de vida virará de cabeça para baixo. Da nossa perspectiva, isto é simplesmente natural, já que as mudanças internas sempre são precursoras de mudanças em seu mundo exterior. Sua consciência cria a realidade material na qual você habita. É sempre assim. 

Liberar-se da dualidade leva tempo. Desembaraçar-se de todas as camadas de escuridão (inconsciência) é um processo gradual. Porém, uma vez empreendido este caminho, o caminho para o Eu interior, você se distancia lentamente do jogo da dualidade. Quando provar o verdadeiro significado da “ataraxia”, terá chegado ao ponto decisivo. Quando sentir o silêncio, pleno de alegria por simplesmente estar consigo mesmo, saberá que isto é o que você esteve buscando por tanto tempo. Você irá para dentro de si mesmo, mais e mais vezes, para experimentar esta paz interior. Você não fugirá dos prazeres mundanos, mas terá encontrado uma âncora de divindade dentro de si mesmo, e experimentará o mundo e todas suas belezas a partir desse estado de felicidade. 

A felicidade nunca está nas coisas materiais. Ela reside, sim, no modo como você as experimenta. Quando há paz e alegria em seu coração, as coisas e pessoas que encontram lhe dão paz e alegria. Nestes dias e época, certo número de almas está se preparando para completar o ciclo cármico. Falaremos com profundidade sobre esse grupo nas próximas sessões. Entretanto, não é somente um grupo de almas humanas as que agora alcançam o final de um ciclo pessoal transformativo. A Terra, toda ela, está levando a cabo uma profunda e completa transformação. Um ciclo planetário também está chegando ao seu fim. 

Esta era é muito especial, porque há a coincidência desses dois ciclos. 

Agora falaremos sobre o ciclo planetário. 
© Pamela Kribbe 
www.jeshua.net 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Fórmula da 13ª Dimensão



Como funciona a Fórmula da 13
ª Dimensão

Os primeiros cinco passos da Fórmula trazem uma lição particular à sua mente consciente. A informação da lição pode ser acessada por vocês através do seu Eu Superior ou através de seus Guias. A informação desce pelo sexto e sétimo chakras (chakra da coroa e chakra frontal) e chega em sua mente consciente como formas-pensamentos, com imagens e emoções.
Os bloqueios emocionais que pertencem à lição, são gravados no corpo emocional e aparecem como áreas escuras de energia. Algumas são muito grandes e outras pequenas. O tamanho depende de quanto tempo vocês vêm adicionando energia emocional à área. A energia é armazenada em camadas, como as camadas de uma cebola. Os primeiros cinco passos permitem às camadas de bloqueios serem descascadas e filtradas em seu corpo físico através de seus cinco chakras remanescentes. As camadas movem-se do corpo emocional para a área correspondente no corpo físico.
Os quatro passos finais da Fórmula movem as camadas de bloqueios através do corpo e para o novo chackra superior do coração. Uma vez no chakra superior do coração, é transmutada e liberada. O hormônio usado para a transmutação da energia negativa é o equivalente químico da Compaixão. O novo chakra superior do coração foi ativado em todas as almas nesta galáxia pelo Procurador Galáctico, em 3 de novembro de 1996. Antes de começarmos, deixe-me lhe dar algumas instruções para usar a Fórmula.

Como Usar a Fórmula de 13ª Dimensão

1. Usem a Fórmula na ordem que está escrita.
2. Usem a Fórmula em todos os assuntos, passados e presentes.
3. Usem a Fórmula para liberar questões assim que elas surgirem. Isto evita que vocês armazenem energia negativa em seu corpo, mantendo assim sua freqüência em seu Nível presente. Armazenar energia negativa, (emoção), abaixa sua freqüência.
4. Quando trabalhando em um assunto que envolva outra pessoa, apliquem a Fórmula primeiro em vocês, e só depois apliquem-na em outra pessoa. Liberem e tenham Compaixão por vocês primeiro, então vocês podem liberar e dar Compaixão para a outra pessoa. Isto também se aplica a situações como um problema no carro, os principais consertos de casa, etc.
5. Usem a Fórmula para começar os Níveis Um e Dois da Recodificação. Façam uma lista de indivíduos/situações que ainda lhes causa irritação ou qualquer outra emoção negativa.

A Recodificação é um processo para re-unificar suas 12 fitas do DNA através da remoção dos implantes em seu corpo astral.

Os implantes são removidos à medida que vocês limpam camadas de bloqueios emocionais em seu corpo emocional através do uso da FórmulaOs bloqueios, como eu disse antes, se assemelham a uma cebola e são removidos em camadas. Vocês perceberão que precisam usar a Fórmula repetidamente no mesmo assunto, porque cada assunto pode envolver muitas camadas.
A maioria das camadas pode ser de vidas passadas e algumas podem ter até entidades presas a elas. Cada bloqueio é uma lição que vocês vêm tentando aprender vida após vida, e a cada lição/incidente não aprendido, uma outra camada é adicionada ao bloqueio. Assim, não fiquem surpresos se vocês se perceberem aprendendo e liberando a mesma lição repetidamente.
Vocês podem descobrir que tem contratos com muitas pessoas para a mesma lição. Exemplo: Você pode ter contratos com seu chefe, esposa, irmão e com seu melhor amigo para aprender a lição de “assumir seu próprio poder”.
Vocês também podem descobrir que têm muitos contratos com a mesma pessoa, vida após vida, porque ambos estão trabalhando no aprendizado da mesma lição. Exemplo: Você tem tido numerosos contratos com sua mãe nesta vida para aprender a lição da “aceitação incondicional”. Deixe-nos usar o exemplo de um conflito com outra pessoa para explicar a Fórmula.

Primeiro Passo: Lição

Pergunta: Qual é a lição que eu quis aprender relativa a esta pessoa?

Peça para seus Guias ajuda-lo nesta questão. Peça para que lhe mostre a lição que você quis aprender. Ela estará em seu projeto de vida. Seu projeto de vida é o seu mapa rodoviário através de sua encarnação atual. Ele contém todas as lições, contratos e principais eventos para sua vida presente junto com as pessoas envolvidas.

Segundo Passo: Contrato

Peça para seus Guias lhe mostrar o(s) contrato(s) que você fez para aprender a lição. Se usar a Fórmula para liberar alguma pessoa, pergunte pelo contrato que pertence a você e àquela pessoa. Normalmente há muitos contratos com muitas pessoas para aprender a mesma lição. A proporção de contratos por lições varia e depende de quanto tempo e quantas vidas você vem tentando aprender aquela lição em particular. Quanto mais encarnações tentando aprender, mais contratos na presente vida para aquela lição.

Lembre-se: ninguém concorda em fazer um contrato com você a menos que eles também precisem aprender a lição. A outra pessoa em seu contrato está lá para aprender o outro lado da lição, o outro lado da moeda.

Terceiro Passo: Papel

Pergunta: qual é papel que elas estão desempenhando para representar a parte delas no contrato?

Peça para seus Guias lhe ajudar a ver e compreender o papel que você representa e o papel que a outra pessoa está representando no contrato. Peça a seus Guias para lhe ajudar a entender como os papéis ficam conforme os contratos vão terminando.

Quarto Passo: Aspecto
                                                                                
Pergunta: Qual é o meu aspecto que esta pessoa está refletindo de volta para mim?

Peça para seus Guias lhe ajudar a ver e entender o aspecto de você que a outra pessoa ou situação está refletindo de volta para você. Eles refletem um aspecto de você representando aquele aspecto no papel deles.

Quinto Passo: Presente

Pergunta: Qual é o presente que esta pessoa está me dando, representando o papel dela?

Peça para seus Guias lhe ajudar a ver e entender o presente que a outra pessoa está lhe dando representando o papel dela. O presente é a lição aprendida. Uma vez que você entenda os primeiros cinco passos, você deverá naturalmente sentir uma onda de compaixão e gratidão pela pessoa ou situação envolvida no contrato. Se não, peça a seus Guias para lhe ajudar a obter esta compreensão. Os últimos quatro passos são usados para liberar a negatividade emocional do corpo físico, através do chakra superior cardíaco, onde as negatividades são transmutadas pelo hormônio da compaixão.

Sexto Passo: Aceitação

Pergunta: Eu posso aceitar o papel que a outra pessoa tem representado, junto com as ações dela para me ajudar a aprender esta lição?

A Aceitação é um dos quatro elementos do Amor Incondicional. A Aceitação é parte da Compaixão e é Amor Incondicional em ação. Isto também inclui aceitação de quem a pessoa é, sem julgamento.

Sétimo Passo: Permissão

Pergunta: Eu posso me permitir liberar qualquer raiva dirigida à outra pessoa que representou o papel que me ajudou a aprender a lição? 

A Permissão também é um dos quatro elementos de Amor incondicional. A Permissão é parte da Compaixão, que é Amor incondicional em ação. Isto inclui permitir às pessoas serem quem elas são e seguirem o caminho escolhido por elas, sem levar em consideração a maneira como você se sente em relação a isto.


Oitavo passo: Liberação


Pergunta: Eu posso liberar esta pessoa da responsabilidade?

Isto é fácil quando você compreende que não é uma vítima, mas um participante ativo em uma lição e contrato que você ajudou a organizar. Assumir a responsabilidade por sua parte no contrato habilita você a liberar a outra pessoa da responsabilidade pelo papel que ela desempenhou no contrato. Você rapidamente perceberá que você não é uma vítima e a pessoa não é a vilã. Devin sempre disse que é mais difícil desempenhar o papel do vilão que o papel do herói.
Liberação é diferente de perdão. Perdão implica que houve algum erro, crime, pecado, mas não existe nenhum pecado. A outra pessoa estava apenas desempenhando um papel e, portanto não merece ser julgada por ajudar você a aprender uma lição.
O pecado é um instrumento criado por Marduk, líder das Forças Escuras, e disseminado pelas Igrejas para manter a Humanidade em um estado de negatividade emocional não liberada. Esta energia emocional negativa é usada por Marduk para manter o Sistema Baseado no Medo que foi criado para dar à Humanidade a necessária negatividade para integrar.
A Liberação é um elemento chave na Fórmula. Você deveria começar a sentir a liberação através do chakra cardíaco superior, no momento em que chegar nesta etapa (passo oito). A Liberação é criada pela sua compaixão pela outra pessoa. Se não, você não atingiu a plena compreensão dos mais elevados aspectos dimensionais da lição. Volte e peça ajuda a seus Guias para atingir esta compreensão e compaixão.

Nono passo: Bondade

Pergunta: Agora que eu liberei esta pessoa, eu posso ser bondoso com ela, e neste caso, como eu possofazer isto e quando eu o farei?

Esta é realmente uma pergunta de três partes e deve ser respondida em sua totalidade. A conclusão do Passo Nove finaliza a liberação da outra pessoa. Neste momento você deveria estar sentindo a intensidade da liberação pelo cardíaco superior.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

TRABALHADORES DE LUZ e SUA FAMÍLIA



Jeshua canalizado por Pamela Kribbe 

Esta canalização ocorreu no dia 10 de outubro de 2004 na sala da nossa clínica em Tilburg. O texto falado foi revisado depois, para facilitar a leitura. 

Queridas pessoas, é um grande prazer estar com vocês outra vez. 
Quando estou com vocês e falo através da Pamela, Eu sinto a sua presença e vejo-os como energias de luz, buscando seu caminho através de um mundo escuro, onde vocês muitas vezes se encontram com dificuldades e com energias com as quais vocês talvez não saibam lidar. 

Vocês todos são bravos guerreiros. A simples presença de vocês num corpo físico na Terra já fala da sua grande coragem e disposição para lutar contra as energias escuras e os obstáculos que vocês encontram dentro de si mesmos. Pamela está preocupada com a palavra “lutar” que Eu uso aqui. Mas Eu ainda uso esta palavra aqui, porque vocês são lutadores, de uma certa maneira; lutadores que superam as dificuldades, não só com o amor do coração, mas também com a espada do discernimento. 

Ter discernimento significa ser capaz de reconhecer claramente quando as energias não estão em harmonia com as suas (para que possam deixar que elas saiam do seu campo de energia). O discernimento é a energia da espada, a energia masculina, e a sua importância, sob o ponto de vista do tema que vou discutir hoje, é enorme. 
Quero falar sobre o período de transição, como vocês o chamam, o período que algumas vezes é chamado de transição de Peixes para Aquário, ou da Terceira para a Quinta dimensão. Vocês têm inventado muitos nomes para a transição de energia que atualmente está ocorrendo na sua esfera terrena. 

Eu não gosto de falar dessa transição em termos de acontecimentos externos, em termos de predições sobre o que vai acontecer na sua Terra – por exemplo, sobre o número de terremotos ou desastres que deveriam acontecer antes que a mudança se complete. 

Eu quero falar sobre a mudança do coração. 

Em muitos de vocês, existe uma necessidade de uma certa segurança. Por essa razão, muitas vezes vocês confiam em teorias de transição e predições que vocês lêem ou das quais ouvem falar. Vocês se deixam levar por motivos de medo e/ou curiosidade. Mas, ao fazerem isso, algumas vezes vocês perdem de vista o fato de que muitas energias obscuras podem estar associadas a essas predições. 

Portanto, Eu lhes peço que, quando vocês lerem sobre predições para o futuro, sobre este período de transição, sempre perguntem qual é a fonte disso. Perguntem isso com o seu coração, simplesmente sentindo de que fonte energética vêm essas especulações, essas teorias de transição. Usem a espada do seu discernimento! 

Eu realmente os encorajo a compreender este período de transição em termos de transformação interna. 
Assim Eu falo da transição da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração. Eu descrevi esta transformação interna em detalhes, na série Trabalhadores da Luz, que está no site da Pamela e do Gerrit. Eu falo nestes termos, porque se trata de uma transição que todos vocês podem sentir dentro de si mesmos. Não há nada fora de vocês que vocês precisem para essa mudança, e não há nada fora de vocês que possa impedi-los de passar por ela. Inclusive, não existe nenhum “prazo final”, nenhum momento em que alguma coisa tenha que ter sido “feita” a tempo. É uma transição interna que você, pessoalmente e singularmente, está fazendo, passo a passo. 

Nesta canalização, Eu gostaria de ilustrar o processo de transformação (do ego ao coração) através de uma questão com a qual todos vocês estão profundamente envolvidos: o relacionamento com a sua própria família de nascimento. A forma como vocês se relacionam com a sua família diz muito sobre o seu próprio progresso na transição da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração. 

O seu nascimento aqui na Terra pode ser comparado a uma espécie de queda na escuridão, mas não ligado a qualquer associação com pecado e culpa. É realmente um mergulho na profundeza, que vocês fazem conscientemente a partir de um determinado nível da sua alma. Entretanto, no momento em que vocês afundam, vocês estão num estado de não-saber, pois então vocês estão submergidos no mundo da matéria. Nesse momento, cada um de vocês chegou no útero da sua mãe. 

Por um lado, vocês carregam consigo uma energia muito brilhante, a energia do Lar. Vocês ainda se lembram como era do Outro lado, vocês se lembram do amor que vocês sentiam naturalmente à sua volta e a ligação com tudo que existe, com tudo que vive. 

Essas energias do Lar ainda permanecem muito fortemente com vocês, quando vocês descem à Terra como um embrião. Mas, ao mesmo tempo, vocês são confrontados com aquilo que Eu chamo de “o paradigma dos pais”. 
Paradigma é uma palavra que significa o mesmo que ponto de vista do mundo, mas abrange muito mais do que isso. Ela não só contém os pensamentos e convicções dos seus pais, mas também os sentimentos deles, suas emoções mais profundas. Todo esse “ninho seguro” é o paradigma onde vocês mergulham como uma nova alma que vem para a Terra, no começo de uma nova encarnação. 

Vocês submergem na realidade da “terceira dimensão”, ou como Eu a chamaria: o mundo da consciência baseada no ego, conforme é representado nos pais. Esta é uma realidade energética na qual predominam certas ilusões. 

Quero citar aqui as três ilusões mais importantes. 

A perda da maestria. 
A primeira ilusão é a da perda da maestria. Esta ilusão faz com que vocês se esqueçam, enquanto moram, trabalham e estão vivos na Terra, que vocês são os criadores de tudo que acontece na sua vida. Vocês não reconhecem as coisas que acontecem na sua vida como sendo suas próprias criações. De vez em quando, vocês sentem que são vítimas. Vocês 
acreditam que existem poderes maiores do que vocês, que podem determinar e moldar a vida de vocês. Isto é a perda da maestria. 

A perda da unidade. 
Então, com o mergulho na profundeza – aquele mergulho para dentro do paradigma dos seus pais, que têm vivido na ilusão há um bocado de tempo – acontece também a perda da unidade com tudo que vive. A compreensão da unidade entre vocês e os “outros” se perde para vocês. Dentro da consciência baseada no ego, existe a convicção de que todos nós somos separados uns dos outros, cada um num corpo separado. Existe a crença de que nós vivemos nesse corpo e que dá um trabalho contatar o outro. É a ilusão de que o corpo é uma prisão. Esta é a segunda ilusão. 

A perda do amor. 
E a terceira ilusão que Eu gostaria de citar aqui é a da perda do amor. Na esfera da qual vocês vieram para a Terra, a energia do amor era um alimento auto-evidente. Quando vocês vêm para cá, para um mundo relativamente escuro, onde existe muita falta de amor, vocês começam a confundir o amor com todo tipo de energia que não é amor, como a admiração da dependência emocional. Eu voltarei a esta confusão mais adiante, nesta canalização. 
Agora, Eu gostaria de levá-los àquele momento em que vocês nascem aqui, um pé ainda no céu, e o outro na Terra, naquele paradigma no qual vocês não se ajustam muito bem. Existem sempre alguns pontos específicos, nos quais os seus pais estão muito presos no paradigma. Também existem alguns pontos em que eles estão livres dele, isto é, existem aspectos nos quais a energia do coração foi liberada neles. Mas há sempre alguns pontos em que eles estão muito presos no paradigma da consciência baseada no ego. 

E então vocês chegam, fresquinhos, por assim dizer, do céu. O que acontece em seguida, no desenvolvimento da criança em relação aos pais, é que, a princípio, ela vai se ligar fortemente ao paradigma dos pais, e depois começa a se soltar dele devagar, conforme vai ficando mais velha. Este processo de crescimento tem muita afinidade com a transição da energia do ego para a energia do coração, que está acontecendo na consciência coletiva da humanidade como um todo. 

O mesmo que está acontecendo numa grande escala também está acontecendo numa escala menor, no nível do individual. A transição da consciência baseada no ego para a baseada no coração, no nível micro, geralmente vem transcender as energias limitadoras, carregadas de medo, que vocês receberam dos seus pais, na infância. 
Gosto de descrever esta transformação da consciência numa escala menor – através da descrição do relacionamento entre os pais e a criança, por exemplo – porque é muito fácil vocês todos reconhecerem-na no nível da experiência pessoal. Não gosto de predições e declarações que não estejam sintonizadas com a experiência, que não possam ser reconhecidas pelo seus próprios corações, pelos seus próprios sentimentos. É por isto que Eu lhes peço outra vez: quando vocês lerem ou ouvirem alguma coisa sobre o período de transição, por favor questionem-na com seus corações e vejam se elas se ajustam às suas próprias experiências. Porque vocês não são mais estudantes, vocês todos são mestres. A sua própria experiência é a pedra de toque. 

Os seus corações estão repletos de sentimentos intuitivos, suaves e ternos, a respeito do que virá a acontecer. Confiem neles. A forma em que esta mudança interior da consciência se mostrará externamente, na realidade física da Terra, não é assim tão importante. Chegaremos lá, quando chegarmos lá. É o passo do coração, o passo interno, no reino das emoções, o que realmente conta na transição para a Nova Era. 

No momento em que vocês começam a vida aqui na Terra, vocês entram em contato com a realidade em primeiro lugar através dos seus pais. Na sua chegada aqui, vocês trazem consigo a lembrança do Lar e têm uma leve sensação de saudades de casa. Nós já mencionamos o trauma do nascimento cósmico (veja a terceira canalização desta série) que vocês carregam consigo, como almas, desde o começo da sua jornada através de todas as vidas na Terra e em outros lugares. Mas, toda vez que vocês começam a vida como uma criança, numa encarnação específica na Terra, ocorre também um trauma de nascimento – principalmente no sentido psicológico, por terem que se despedir do Lar a cada vez, e pela necessidade de se ajustarem à energia da Terra e encontrarem o seu caminho nessa energia. 
No momento do seu nascimento, seus pais pertencem à energia da Terra. Eles já se adaptaram a esta dimensão e às leis que são impostas aqui. Geralmente estas leis são limitadoras, na área de normas sociais e idéias que os pais absorveram intensamente, e que não são, de jeito nenhum, auto-evidentes para a criança. 
Assim, para a criança, os pais representam a consciência baseada no ego, o paradigma das três ilusões. A criança entra em contato com elas através do lar paterno; e a maneira como este paradigma tomou forma em seus pais irá influenciar intensamente essa criança, pelo resto da sua vida. 

Pamela está me pedindo para acrescentar uma observação aqui, para que os pais não sejam vistos de uma forma negativa: é lógico que os pais também já foram crianças um dia, e que também passaram pelo mesmo processo. Os pais não impõem conscientemente os seus medos e ilusões aos seus filhos. Seja como for, no estágio em que eles próprios têm seus filhos, os adultos já absorveram involuntariamente muitas energias do velho paradigma baseado no ego, o paradigma que é formado pelas três ilusões citadas acima. 

A criança entra nisso nova em folha e percebe que a realidade não está de acordo e nem em harmonia com aquilo que ela estava acostumada. Nessa fase bem inicial da sua vida, a criança se encontra num estado de consciência muito passivo. Seu ser, sua mente e seus sentimentos estão muito abertos, e ela absorve tudo que a cerca. Principalmente nos três primeiros meses, a capacidade da criança de absorver é incrível. Ela assimila toda a realidade energética do seu ambiente, no âmago mais profundo das suas células. 

A criança absorve a realidade energética do ambiente mais próximo, geralmente o dos pais, e a vivencia como realidade. Por outro lado, ainda existe aquele “pedaço de céu” dentro dela, aquele centro de existência pura e incondicional, que não é afetado pelas ilusões 

De uma certa forma, essas realidades energéticas colidem, mas a criança esconde isso de si mesma, pois esse conflito é muito doloroso de ser experienciado neste estado tão vulnerável em que a criança se encontra, quando recém nascida. Para esconder de si mesma essa colisão, esse conflito interno, a criança passa a agir de acordo com o seu ambiente. Ela quer encontrar, nesse ambiente, a confirmação das energias de amor, unidade e maestria, que ainda estão presentes dentro dela, no seu estado natural. A criança ainda é o mestre da sua realidade, ela se sente unida e una, ela tem amor, mas ela quer que isso seja confirmado pelo seu ambiente. Ela começa a procurar essas confirmações, mas geralmente recebe mensagens confusas como resposta do seu ambiente. 
Seus pais realmente querem lhe dar amor, mas também existe muito medo dentro deles. Ainda existe muita energia bloqueada, que não consegue fluir, que eles não se permitem deixar fluir. Existe também, nos pais, um anseio, uma sensação de saudades da sua própria maestria, do seu amor, da sua ligação natural com Tudo Que É, mas eles perderam este estado mental há muito tempo. Eles ficaram tão acostumados à vida na Terra e às suas ilusões, que começaram a enxergar essas ilusões como reais. 

Então, involuntariamente, os pais vão criar a criança com energias que a confundem. E mais uma vez, até um certo ponto os pais não podem ser culpados por isso, no sentido de que, em um nível consciente, eles geralmente estão tentando dar o melhor para o seu filho. 

Ao nascer uma criança, muitas vezes os pais têm uma abertura para mais luz e amor. Nesse momento, um centro de amor divino, incondicional, que existe dentro dos pais, é tocado. Eles sentem a sacralidade do nascimento e do pequeno ser que se entregou, com toda confiança, a eles e à vida. No nascimento de uma criança, os corações dos pais estão totalmente abertos, e eles estão em contato com o ser divino, sagrado, deles mesmos. Mas isto geralmente é temporário, porque logo depois tudo começa a se assentar, a ser envolvido outra vez pela realidade energética dos pais, que existia antes do nascimento da criança. E assim, a abertura para a realidade baseada no coração, que havia se apresentado, pode fechar-se novamente, e geralmente se fecha. Os pais voltam para suas antigas formas de pensar, de sentir e de querer. 

E o que acontece, então, com a criança que começa a crescer? 

As crianças, na sua maioria, escolhem adaptar-se tão firmemente ao paradigma dos pais, que perdem contato com a energia original das suas almas, da qual elas ainda estavam bem conscientes no começo de suas encarnações Nesta primeira fase da vida (até a puberdade), elas estão tão envolvidas e focadas neste mundo, em conseguir o amor e a atenção dos seus pais, que elas mesmas se esquecem de quem elas são. 
A criança tem um desejo desenfreado por amor e intimidade, e quando seus pais não lhe proporcionam isso num grau suficiente, ela se volta para trás para consegui-lo de alguma forma. E assim cria imagens ilusórias do amor. Ela começa a confundir certas energias com amor, por exemplo, o orgulho que os pais sentem quando o filho consegue fazer alguma coisa que o mundo exterior considera esperto ou bem feito. Este tipo de orgulho paterno realmente não tem nada a ver com a criança em si. Não é o orgulho por uma realização interna, mas por um desempenho externo, que não se origina, necessariamente, dos impulsos internos da criança. Mas a criança pode crescer enxergando esse orgulho como amor. E mais tarde, na sua vida, geralmente ela vai trabalhar muito duro e não vai entender, como um adulto, por que ele tem essa premência de trabalhar tão duro o tempo todo, por que o trabalho se tornou um vício para ele. 

Uma segunda distorção, ou imagem ilusória do amor, é quando a criança começa a confundir amor com dependência emocional. Muitos pais vivenciaram, eles mesmos, a falta do verdadeiro amor na sua infância. Eles não se sentiram verdadeiramente recebidos numa atmosfera de calor humano e segurança. Então, quando eles têm seus próprios filhos, eles os envolvem com sinais confusos. De um lado, existe amor genuíno, mas de outro, existe a necessidade subconsciente de compensar a perda. Os pais tentam curar a sua própria ferida emocional, encontrando o amor e a segurança emocional que eles não tiveram no passado, através do relacionamento com seu filho. Quando isso acontece, a criança recebe sinais muito confusos dos seus pais. 

Energeticamente, as mensagens “eu te amo” e “eu preciso de você” ficarão indissoluvelmente entrelaçadas. Com esse entrelaçamento, que vocês podem imaginar como uma espiral de cordas torcidas, a criança começa a associar amor com necessidade. Essa ligação ou ilusão é o começo de um relacionamento emocional de dependência entre os pais e a criança, que pode ter um resultado muito destrutivo, não só no relacionamento pai-filho, como também, a longo prazo, nos relacionamentos íntimos que essa criança terá como um adulto. 

No relacionamentos que terá com outros adultos, ele ou ela poderá facilmente começar a pensar que “ser necessário” é um ingrediente essencial do amor naquele relacionamento. Poderá, então, começar a interpretar os sentimentos de dependência, e até o ciúme e a possessividade, como formas de amor, quando, na verdade, essas energias são diametralmente opostas ao amor. 

Resumindo a primeira parte deste material, você vê que, ao nascer, você aterrissou num paradigma paterno que no começo – digamos, na primeira parte da sua vida – lhe causará uma grande confusão. Você é como que “levado para o caminho errado” até que, num determinado ponto, começam a aparecer oportunidades e possibilidades na sua vida que o levam a investigar, a desatar o nó. Você pode, então, passar por uma crise de identidade, onde não existe mais certeza de nada e você está constantemente em dúvida sobre quem você é e sobre quem você não é. Isto foi descrito na série Trabalhadores da Luz, como a primeira fase da transição do ego ao coração. 

O verdadeiro desligamento das suas ilusões e falácias ocorre quando você entra em contato com a energia do seu coração, também descrita na série Trabalhadores da Luz. Em relação aos seus pais, isto significa ser capaz de realmente liberá-los e perdoá-los internamente, e começar a seguir o seu próprio caminho. 

Num certo sentido, você foi a vítima dos seus pais, já que, nas sua infância, seus pais representaram a consciência baseada no ego. Você viveu temporária e parcialmente de acordo com as ilusões deles. De uma certa forma, sendo filho deles, você não tinha outra escolha. Entretanto, transcender este estado de ser a vítima é uma das rupturas mais poderosas que você pode ter na vida. Você se torna uma pessoa livre quando você reconhece 
as impressões energéticas mais profundas da sua infância pelo que elas são e então decide quais as que lhe convêm e quais as que você prefere abandonar. Isto é maestria. 

Então você não se adapta mais subconscientemente aos desejos e anseios dos seus pais, quando eles não são seus próprios. Ao mesmo tempo, você também não se rebela mais contra eles. Você pode ver as impressões que não lhe convêm simplesmente como algo que não pertence a você, e ponto final. Você não precisa mais julgar os seus pais por terem oprimido você com esses aspectos. Você não precisa mais lutar contra eles. 
Você é apresentado à consciência baseada no ego através dos seus pais e você transcende-a também através dos seus pais, liberando-os com amor e perdão e reconhecendo-se como o mestre independente que você é. Esta é a afirmação da sua maestria, a conscientização de que você é o criador da sua vida e de tudo que você escolheu, inclusive os caminhos errados que você tomou. 

Os Trabalhadores da Luz e seus pais 

Neste ponto, Eu gostaria de falar especificamente sobre as almas dos Trabalhadores da Luz. Quando nascem, eles também mergulham no paradigma dos pais que eles mesmos escolheram como almas. Mas os Trabalhadores da Luz geralmente carregam consigo uma atribuição extra em relação aos seus pais e ao paradigma paterno. 
Quando os Trabalhadores da Luz vêm para a Terra, eles têm a intenção de plantar as sementes, os brotos da consciência Crística, a energia da Nova Era. Num sentido mais forte ainda que as outras almas, os Trabalhadores da Luz estão determinados a realizar o paradigma do coração na realidade terrestre. Por esta razão, especificamente – e isto pode parecer um paradoxo – muitos Trabalhadores da Luz escolhem encarnar em famílias onde existe muita escuridão. Com escuridão, Eu quero dizer simplesmente as ilusões das quais falei há pouco, as três ilusões que levam à perda da sua maestria, à perda da sua verdadeira unidade, à perda do amor. 
Assim, quando os Trabalhadores da Luz vêm para a Terra com uma consciência desenvolvida, um refinamento ou “antiguidade” nas suas almas, eles acabam em famílias onde algo está acontecendo, onde uma determinada ilusão está sendo experienciada ao extremo. Pela natureza da sua missão, os Trabalhadores da Luz são como um ímã voltado para situações onde a energia tornou-se bloqueada, onde a energia está estagnada como num beco-sem-saída. Eles sentem que é sua tarefa ajudar a energia a fluir outra vez ali. E é por isso que os Trabalhadores da Luz muitas vezes nascem em famílias difíceis. 

Quando começam a vida, os Trabalhadores da Luz geralmente confiam firmemente em que vão encontrar a saída, em que vão superar aquela energia limitadora. No entanto, quando eles nascem e crescem, eles são expostos aos mesmos dilemas e confusões que qualquer outra criança. Num certo sentido, eles até experienciam essa confusão mais profundamente e mais fortemente. Como eles carregam consigo muito da energia do Lar, eles colidem (internamente) de frente com os padrões de energia bloqueada do seu meio ambiente e isso fere-os profundamente. Portanto, existe um certo risco envolvido na jornada do Trabalhador da Luz a esses lugares de escuridão e erro. É uma missão perigosa. Não se esqueçam porque Eu os chamo de bravos guerreiros – é por esta razão. 

O seu nascimento aqui é uma aterrissagem numa paisagem inóspita, trazendo apenas o seu conhecimento interno como bagagem. Há uma baixa ressonância com o meio ambiente e pouco reconhecimento e consciência de quem você é. Como um Trabalhador da Luz, você é um pioneiro que quer redirecionar alguma coisa, mudar alguma coisa, e você é sempre o primeiro a fazer isso nesse ambiente. Então, você não encontra logo os seus pares. E isso magoa, isso é difícil para uma alma humana. Como uma entidade espiritual, você escolheu conscientemente este caminho, mas como um ser humano, como uma criança, isto pode ser muito duro para você. É por isso que eu recomendo insistentemente que vocês sintam e reconheçam essa dor em vocês mesmos, porque só assim vocês poderão lidar com ela e liberá-la. É a dor da criança que não tem lar e nunca encontra o reconhecimento da sua singularidade. A criança é um estranho naquele ambiente. Os Trabalhadores da Luz passam por isto muito mais que os outros, primeiro porque eles são muito “diferentes” e, segundo, porque eles procuram um ambiente onde essa forma diferente de ser não seja reconhecida ou seja aceita com dificuldade. 

Toda a jornada da criança para a idade adulta, e até para a velhice, pode ser vista como um desafio para reencontrar a sua própria e inata luz interior. O desafio é começar a saber e a sentir outra vez, no fundo de você mesmo: “Este sou eu, e isto é o que eu vim trazer aqui.” 

Isto é especialmente verdadeiro para os Trabalhadores da Luz. A primeiro dever de vocês é tornar-se quem vocês são. Fazendo isso, vocês cumprem sua missão. Não é sua tarefa melhorar o mundo. A tarefa de vocês é encontrar a si mesmos. E aí sim, o mundo tornar-se-á um lugar melhor para isso, porque a sua Luz brilhará de uma forma natural. Mas vocês não precisam trabalhar para isto, isto simplesmente acontecerá. 

O verdadeiro trabalho é se desapegar de todos esses pedaços do paradigma do ego (medo, ilusão), que vocês absorveram tão profundamente enquanto crianças, no primeiros três meses e depois. 
Este desapegar-se é uma tarefa intensamente pesada. Não quero desencorajá-los, dizendo isso. Quero, sim, ensiná-los a ter um grande respeito por si mesmos e dizer-lhes que vocês são os guerreiros mais corajosos que eu conheço. O desafio é ser tudo o que vocês podem ser, num meio ambiente que não é o de vocês. Este é o trabalho do pioneiro, aquele que pavimenta ao caminho para uma nova consciência aqui na Terra. 

Resolvendo o carma familiar. 

Nos textos que foram colocados anteriormente do site (a série Trabalhadores da Luz), Eu falei bastante sobre os passos que vocês devem dar para se desprenderem da consciência baseada no ego e começarem a se movimentar em direção à vida baseada no coração. Por isso, não vou entrar nessas questões aqui. O que Eu quero é falar alguma coisa especificamente sobre o seu relacionamento com os seus pais e relacionar isto com o exercício de meditação que Gerrit fez no começo (este não foi transcrito). 

É importante que vocês se conscientizem de todos os sentimentos envolvendo a relação com seus pais, particularmente os sentimentos que a sua criança interior tem por eles. Entretanto, também pode ser muito instrutivo inverter os papéis, como acontece nesse exercício (nesse exercício, vocês encontram os seus pais, sendo eles crianças). Coisas das quais vocês não suspeitavam podem vir à luz. 

O papel invertido carrega a semente da verdade dentro dele pois, em essência, vocês são (também) os pais dos seus pais. A intenção de vocês era fazer o papel de pais, quando vocês vieram para a Terra nessa família específica: vocês queriam levar seus pais a algum lugar, ou afastá-los de alguma coisa; vocês queriam levá-los a crescer para uma realidade mais luminosa. 

Muitas vezes vocês pensam que falharam nessa questão. Vocês acham que não deu certo, que vocês não foram capazes de ajudar seus pais da forma que haviam imaginado. Mas, isso não é verdade. 
A questão é entender verdadeiramente o que significa “ajudar”. Isso funciona da seguinte forma: 
Ao nascerem, vocês aterrissam num paradigma ao qual vocês não pertencem essencialmente. Mas vocês começam a viver de acordo com ele, vocês o absorvem tão intensamente, que ele acaba fazendo parte de vocês. Ele torna-se parte de vocês a tal ponto, que vocês realmente não sabem mais o que é seu e o que não é. Subconscientemente isso fere-os e leva-os a um conflito interno. Enquanto vocês se transformam em adultos, vocês podem escolher conscientizar-se dessa dor e trabalhar com ela. Então vocês entram no caminho do crescimento interior e da conscientização, e se apercebem de níveis cada vez mais profundos de dor interna, curando-os. A dor de não serem reconhecidos, a dor da solidão – todas essas peças vêm à tona. 

E enquanto vocês estão fazendo isso, estão cumprindo a sua tarefa. Vocês estão ajudando os seus pais, não direta, mas indiretamente. O que vocês estão fazendo, de fato, é construindo um caminho, uma trilha energética. Vocês estão subindo para fora de um certo vale, uma área escura onde determinadas ilusões governam, e estão deixando uma trilha atrás de si. Essa escalada exige uma tremenda quantidade de esforço e energia. E essa é a sua missão, a tarefa que vocês estabeleceram para si mesmos. Ao clarearem o caminho, a “trilha da solução” torna-se energeticamente disponível para os seus pais, para a sua família e para todos que quiserem usá-la, ou seja, todos que estão num impasse podem usar a energia da solução, que vocês disponibilizaram através da sua escalada para fora das profundezas. (Sobre o conceito de “energia da solução”, veja também “Armadilhas no caminho de tornar-se um curador”).

Assim, a trilha que vocês constroem para si mesmos, no caminho para a sua própria iluminação, para a sua própria alegria, é o cumprimento da sua tarefa. Não é tarefa de vocês carregar também seus pais ou outras pessoas junto de vocês, ou nas suas costas. Esta não é a sua tarefa. A tarefa de vocês é construir uma trilha energética, o que vocês fazem através do seu próprio crescimento interior e desapegando-se. 

O conceito de carma familiar, que é usado nos círculos esotéricos, pode levar a mal-entendidos nesse sentido. No caso do carma familiar, deve haver um carma que vai além do individual, um carma que pertence à família e que um membro da família (um Trabalhador da Luz, obviamente) poderá tomar para si mesmo. É realmente verdade que uma determinada questão e determinados problemas podem se repetir muitas e muitas vezes, dentro de uma família, podendo vir de muitas gerações anteriores. Isso pode, inclusive, ter implicações genéticas. Esses problemas estão procurando uma solução em um determinado nível, e serão passados adiante até que a solução aconteça. 

Numa determinada linha familiar, muitas almas – não só de Trabalhadores da Luz – recebem, no nascimento, uma parte do carma que pertence à família. Geralmente os Trabalhadores da Luz escolhem isto mais ou menos conscientemente, e têm o objetivo explícito de contribuir para a liberação ou desbloqueio de uma energia bloqueada.

Mas essa contribuição não implica na sua obrigação de libertar a sua família desse carma. É para vocês libertarem a si mesmos desse carma. Ao fazerem isso, vocês criam um espaço energético de possibilidades, que os outros poderão usar, se quiserem. Os outros também podem escolher não fazer isso; esse é um direito deles e isso é algo que vocês têm dificuldade de soltar. Algumas vezes vocês realmente têm a idéia de que precisam figurativamente arrastar seus parentes ou entes queridos montanha acima; que o sucesso da sua missão realmente depende das mudanças que ocorrem na vida de outras pessoas. Mas isso não é assim. 

Estes outros, estas pessoas que vocês amam e querem tanto levar para a Luz, ainda podem viver alguns séculos no vale. Mas algum dia eles vão descobrir uma pequena trilha que sobe a montanha e vão pensar: “Ei, isso é interessante! Sinto que é bom experimentar isto. Eu realmente não estou vivendo muito bem aqui embaixo.” E então eles irão para fora do vale. Eles seguirão seu próprio caminho de crescimento interior, sua própria escalada para a Luz. E não é maravilhoso, não é fantástico, que haverá uma trilha para eles seguirem? 

Eles seguirão seu próprio caminho, mas haverá sempre um farol. Um caminho foi pavimentado para eles, de modo que lhes será mais fácil dar esses passos. Graças a vocês. Esta é a tarefa de vocês; este é o papel do pioneiro: abrir caminho através de uma terra inculta, através de algo que ainda não foi conquistado ou mapeado. 

Quando vocês conseguem se desfazer das três ilusões, quando vocês conseguem deixar as energias da maestria, da unidade e do amor fluir em suas vidas, vocês entram em contato com o coração e vivem a partir de uma consciência baseada no coração. E então, vocês podem se desapegar do velho paradigma e, num certo sentido, abandonar os seus pais. Não literalmente, mas internamente. Abandonar seus pais internamente significa liberá-los para que eles sejam quem eles são, não mais tentando mudá-los, compreendendo que não é sua tarefa levá-los literalmente a nenhum lugar. A tarefa de vocês está feita; vocês construíram um caminho, com amor. Foi para isso que vocês vieram aqui, vocês não falharam. 

Vocês verão que, depois desse adeus interior, o relacionamento com seus pais ficará menos estressante, as energias de luta, reprovação e culpa poderão deixar o cenário. No seu ambiente mais próximo, poderão então aparecer outras pessoas que fazem parte daquilo que vocês podem chamar de sua “família espiritual”. Sua família espiritual não tem nada a ver com biologia, genes e hereditariedade. Ela se refere a almas afins. Geralmente são almas que vocês conhecem de vidas passadas. Geralmente vocês têm uma ligação de amizade com elas. 

Quando vocês encontram alguém assim, vocês podem ficar espantados com a facilidade com que o contato acontece e com a rapidez com que vocês se reconhecem em todos os aspectos. 

No começo, você passaram por tantas dificuldades para serem capazes de conviver com o fato de serem diferentes. Muitas vezes vocês tiveram a sensação de “não se ajustarem”, mas quando vocês realmente se desapegam do seu antigo paradigma, algumas pessoas chegam no seu caminho, com as quais o fato de vocês “serem diferentes” é justamente o que estabelece o contato, o que faz vocês sentirem o “clique”. Isto lhes dá uma grande alegria e satisfação. É a energia da sua verdadeira família, seus companheiros de alma, com os quais vocês encontrarão o reconhecimento que vocês procuraram durante todo este tempo. Quando vocês conseguem reconhecer a si próprios independentemente de quem quer que seja, então essas amizades e relacionamentos enriquecedores poderão aparecer na sua vida automaticamente e com perfeita facilidade. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Prosperar: O que será necessário?

Um filme que nos faz refletir sobre o que viemos fazer aqui e que interferências estamos tendo.